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E por falar em direitos Precisamos conhecer um pouco sobre o Estatuto da Criança e Adolescente. O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei 8.069/90, significou um grande avanço para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Com esta nova Lei, inspirada nos princípios norteadores da Convenção Internacional sobre os Direitos das Crianças e nas garantias constitucionais, tivemos a superação da antiga Doutrina da Situação Irregular, que embasava o Código de Menores, lei que vigorava antes do Estatuto, pela Doutrina da Proteção Integral. |
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Mas o que é a Doutrina da Proteção Integral?
Outro avanço é a preocupação do Estatuto em tecer detalhes sobre os direitos fundamentais, a exemplo da saúde e da educação. Além de montar um Sistema de Garantia de Direitos com a inclusão de três eixos: a promoção, a defesa e o controle social; trazendo as competências dos principais atores políticos deste Sistema bem distribuídas: O antigo Juiz de Menores é transformado em Juiz da Infância e Juventude, que passa a funcionar somente como autoridade judiciária, tendo sua competência determinada pelo Estatuto; A polícia passa a funcionar dentro do princípio de presunção da inocência e liberdade de ir e vir, podendo atuar contra crianças e adolescentes apenas em flagrante delito ou por ordem expressa e fundamentada do Juiz; Os Centros de Defesa ganham status legal, sendo explicitamente previstos no Estatuto, podendo atuar sozinhos ou junto com o Ministério Público, na defesa dos direitos de crianças e adolescentes; E são criados dois importantes órgãos: Os Conselhos de Direitos e os Conselhos Tutelares, mostrando a preocupação do Estatuto em assegurar a participação da sociedade na discussão e solução de problemas relativos a infância e juventude. Não há dúvidas quanto aos avanços trazidos pelo Estatuto, especialmente por apontar instrumentos importantes para a melhoria na vida de crianças e adolescentes, porém estes precisam ser conhecidos e utilizados. Mas como saber se os órgãos e entidades que compõem cada eixo do Sistema de Garantia de Direitos estão agindo em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente? Não há outra forma, a não ser através da participação ativa da sociedade. A sociedade civil tem um papel fundamental, ocupando assentos nos Conselhos de Direitos, e principalmente realizando o Controle Social. Convidamos você a conhecer um pouco mais sobre este Sistema de Garantia de Direitos e a se engajar na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Fonte: Sistema de Garantia de Direitos. Um caminho para a proteção integral. Coleção Cadernos do CENDHEC n° 8. 1999. |
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