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Direitos da mãe e pai adolescente

>> Jovem mãe

Desde crianças, as meninas são estimuladas a desenvolver habilidades relacionadas ao exercício da maternidade e do cuidado - como brincar de boneca e de casinha. A História e a cultura quase sempre associam a imagem da mulher à de mãe como se as duas coisas fossem inseparáveis, o como se para ser uma mulher completa necessariamente ela precisasse também ser mãe.

Tanto é assim que muitas vezes ouvimos frase como “uma mulher sem filhos é como uma árvore sem frutos”, ou coisa parecida. Nem toda mulher quer ter filhos, e não há nenhum problema nisso. Pelo contrário, como já aprendemos decidir não ter filhos é um direito. Assim, a decisão de ser mãe precisa vir junto com desejo de cada mulher em particular, e não por causa do que as pessoas dizem ou esperam que uma mulher faça.

Outras coisas que a sociedade espera das mulheres: espera-se que, quando engravidarem, saibam tudo o que se deva fazer, não podendo mostrar dúvidas e fragilidades no papel de mãe. Mas ninguém nasce sabendo ser mãe ou pai! Isto é algo que se descobre no dia a dia e com a ajuda dos/as outros/as. A partir do momento em que a garota se descobre grávida e decide ter o filho, ela precisa, como qualquer outra mulher, tomar alguns cuidados para que a gravidez ocorra sem problemas. Por meio das consultas do pré-natal, realizadas nos Postos de Saúde, será possivel acompanhar todo o crescimento do bebê, descobrir e de tratar de problemas durante a gestação.

Fique Ligada(o)!!!

A gestante tem ainda o direito de ter um ou uma acompanhante durante todas as consultas do pré-natal e durante o pré-parto, parto e pós-parto imediato Lei nº 11.108/05.


>> Jovem pai

O jovem pai é quase sempre visto como inconseqüente, irresponsável e como aquele que geralmente desaparece quando a garota engravida. É verdade que muitas vezes isso acontece. Mas até que ponto nós também, com nossos preconceitos, podemos dificultar ainda mais a presença do pai nos processos da gravidez e cuidados dos filhos?

No Brasil, observamos ainda um verdadeiro “muro de silêncio” em torno desse tema. Quando se fala em “jovem pai”, raras vezes vemos serviços de orientação e apoio. Em geral, as pessoas só pensam em prevenção e punição, dificultando ainda mais ao adolescente pensar, prevenir ou assumir sua condição de pai: com desejo, direito e compromissos.

Serviços de apoio a jovens pais em outros países têm registrado experiências interessantes. Em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, preocupados com o futuro profissional de adolescentes que se tornam pais ou mães, ao invés de expulsá-los e tratá-los mal, os governos criam condições dentro das unidades de saúde e das escolas que favoreçam a aprendizagem desses/as jovens pais e mães no tocante aos cuidados infantis.

Assim, disciplinas especiais de cuidado infantil são mantidas nessas escolas com o objetivo de atrair o/a aluno/a para o estudo, evitando sua entrada “precoce” no mercado de trabalho, e grupos de orientação nas unidades de saúde são cada vez mais comuns. Na Califórnia (Estados Unidos), por exemplo, o pai tem acesso a todos os serviços disponíveis para a mãe, incluindo orientação, cuidado com a saúde, programa educacional e aulas de preparação para o cuidado infantil. Particularmente, os pais que ainda não tinham convivido com as mães e seus bebês, ao usarem esses serviços, tiveram uma maior participação nas atividades de pré-natal, influenciando, inclusive, o aumento do peso do bebê ao nascer.

Trabalhar com paternidade na adolescência e na juventude significa, portanto, discutir e desconstruir preconceitos fortemente presentes no nosso cotidiano. Precisamos superar certos valores que, a nosso ver, impõem obstáculos à liberdade e ao crescimento das pessoas. Mas, não basta desconstruir, precisamos também transformar, construir alternativas e repensar a possibilidade da adoção de novos valores que possam guiar trabalhos com adolescentes e apoiálos/las na construção de sua autonomia:
1) é necessário o respeito pelas jovens gerações;
2) promover igualdade de oportunidades entre homens e mulheres nos espaços públicos e privados.
3) nem toda gravidez na adolescência é, por princípio, indesejável.

Fonte:

SUA SAÚDE, SEU DIREITO. Sua Saúde, Seu Direito! Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos dos/das Adolescentes na Atenção Básica. / Mariana Azevedo; Ana Roberta Oliveira; Luciana Souza-Leão; Nadjanara Vieira e Benedito Medrado – Recife: Instituto Papai, 2007.



>> O direito a acompanhante

 

 

 

 


Conheça a Campanha “Pai não é visita” que informa sobre a Lei Federal 11.108, de 2005, conhecida como lei do acompanhante, que garante a mulher o direito de ter um(a) acompanhante no pre-parto, parto e pós-parto imediato.

A Campanha foi desenvolvida pelo Instituto PAPAI e Núcleo de Pesquisas em Gênero e Masculinidades em parceria com o Núcleo Margens/UFSC e Amma Pisquê Negrutude-SP.  

Confira a Campanha no site do Instituto PAPAI:

Vinheta
http://www.papai.org.br/index.php?goto=biblioteca_5.php&cod=84

Folheto
http://www.papai.org.br/index.php?goto=biblioteca_5.php&cod=85

Pesquisa

Direito a acompanhante em maternidades de Recife. 2007.
http://www.papai.org.br/index.php?goto=biblioteca_5.php&cod=86

 


   
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