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   Violência contra criança e     adolescente  


Algumas situações exigem atitudes de emergência, COMO:

  • A criança/adolescente chega na escola ou no posto médico com lesões no corpo (queimaduras, feridas, torções, fraturas) sem motivo coerente para o fato, ou expressa ter sido causado por alguém;
  • A criança/adolescente diz que foi vítima de violência sexual nas últimas 72hs;
  • A criança/adolescente recusa-se terminantemente a voltar para casa;
  • A criança passa mal por fome ou com dores no corpo e/ou nas áreas genitais;
  • Outras situações que seus sentidos lhe indicarem como sendo uma emergência;

MEDIDAS DE EMERGÊNCIA

  • Acionar o Conselho Tutelar do município e ou região;
  • Garantir assistência médica imediata e solicitar um parecer do atendimento;
  • Acionar a família;
  • Procurar um Centro de Defesa, Centros de Referência (Programas Sentinelas) ou ONGs de atendimento à situações de violência; ( ver endereços na ÁREA SERVIÇOS)
  • Garantir que a criança/adolescente ficará em segurança (caso ela não possa voltar para casa, o conselho tutelar solicitará ao Juiz que a vítima seja protegida na casa de algum parente de sua confiança,  ou encaminhada à alguma unidade de acolhimento temporário);
  • No caso da violência sexual a criança/adolescente deve receber os medicamentos de profilaxia química para prevenção de DSTs, HIV e AIDS) e o anticoncepcional de emergência (prevenção à gravidez).

ACOLHIMENTO

Chamamos de acolhimento a conversa onde se estabelece um clima de confiança, empatia e respeito. Este acolhimento pode se dar em vários momentos, mas o principal é a aceitação da postura da criança/adolescente em relação à violência que sofre e a realização de um papel ativo (não indutivo) de construção de alternativas possíveis, de acordo com o grau de maturidade da vítima.    

  • Procurar um ambiente protegido e sem interferência de outras pessoas;
  • Escutar atentamente;
  • Acreditar no que é dito pela criança/adolescente;
  • Estabelecer uma relação de empatia, confiança e respeito;
  • Evitar agir de forma imediata;
  • Não fugir nem transmitir a criança/adolescente sentimento de medo, raiva e/ou indignação;
  • Descobrir quem mais conversou sobre a situação;
  • Procurar entender a criança/adolescente com seu próprio vocabulário. Se precisar, pedir que  explique palavras e termos que você não entendeu;
  • Indicar que está interessado/a em saber mais e ajudá-la a resolver a situação;
  • Diga que a criança/adolescente não é culpada pelo que está acontecendo;
  • Sensibilizá-la para seu papel de notificar ao conselho tutelar;
  • Perguntar se quer fazer alguma pergunta;
  • Tratar com afeto e colocar-se a disposição, caso ela queira lhe procurar novamente;
  • Refletir claramente a situação e o que será necessário fazer. Explique que você não deve guardar este segredo, mas que só conversará com alguém de extrema confiança;
  • Buscar apoio e orientação em instituições e órgãos competentes (Conselho Tutelar e Ongs que atuam na área);

Fonte:

Manual de Prevenção à Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes. Maria Luiza Duarte Araújo. Rede Tecendo Parcerias e Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco. 2º Ed.Recife/2008.
   
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